domingo, 11 de março de 2012

Hoje me deu uma saudade de seu corpo, de seu corpo mesmo, a gente nem se amava no último ano. Li uma crônica do Rubem Braga . Ele descrevia uma mulher nua. eu lembrei de você. Por todas as coisas óbvias que nunca importamos. Eu concordei com ele sobre lembranças eternas e beleza.
Eu matei você, mas como sou sensível , preservei suas havainas perto da cama, até que gastaram. Seu cheiro nos outros me dá crise de espirros. eu continuo amando o Michel Melamed, e você certamente assisti aos piores filmes.
Me apaixonei pela professora de historiografia. Cresci, consegui um desprendimento que me afasta de possíveis enlaces porque eu abandonei o Caeiro e sou amante do Álvaro de Campos e nunca mais disse poesias para pessoas sem roupa, porque não sei quem são como também não sabia quem era você. Nunca haverá tempo para saber. Quem era você?
Éramos irresponsáveis e efêmeras . Que sorte. Passamos e com quantas pessoas nos apaixonamos?!. O espanto de ver os outros é uma violência, é uma violência, quase dói, essa multidão toda.EU NÃO QUERO. Queria seu corpo, seu colo. Seu corpo eu conhecia. Eu preciso dormir num colo que eu conheço, não nos queremos, nunca mais, foi ruim. Só uma questão de colo, sem solução eu sei. Você deveria viver às vezes.Eu não sei, sem solução, sem seu corpo também.

3 comentários:

  1. saudade do corpo. saudade do gosto. às vezes dá. às vezes é agressiva.
    eu sei bem como não é.

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  2. Texto autobiográfico???
    Gostei!!!

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  3. Assim, minha querida, exatamente assim que estou me sentindo agora.
    Um Xero

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