Por toda fruta madura molhando minha boca no gosto das coisas sãs e vivas.
Porque na agonia de uma semana que anuncia a guerra,eu quero o verbo que diga daquele gosto de cerveja e chuveiro quente, quero no aconchego doce de lençóis desarrumados encontrar um gesto que diga as coisas bonitas sentidas pelo fôlego apressado de quem quer espalhar flores na luz azul das tardes frias desse inverno doce cheirando a amêndoas.
Com uma doçura de teimosia e cisma pegar as malas e partir, espalhar pelas cidades antigas minha mãos velhas dadas as tuas, macias e pequenas.
Tomar café numa praia distante e beber engolindo novos horizontes , tirar a roupa pelas camas e cantos do mundo,porque meu corpo quer dançar com o teu e o mundo é pra ser dançando.
terça-feira, 29 de julho de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Fevereiro -por Adilma Secundo Alencar.
Esse verão é dela,unhas,esmaltes,cabelos,silêncio,brincos,é dela esse luar.
Desfila desejo,nua,pisa nos meus lençóis e molha meu riso de suas vontades. Arranca desejo entre uma mordida e outra e fevereiro abre os braços e as pernas para sua explosão. Risca planos para a noite,dorme o esquecimento de uma manhã.
Arrisca um coração de água e escova os dentes com uma beleza que tonteia ciganas e provoca orixás.
Nem búzios, nem novenas,é de tambor e suor, é carne de fevereiro cobrindo um coração escarlate, cru num susto de verão, em cortes vivos de memória.
É desfile,alegoria, fevereiro se abriu em cirandas ,maracatus, bailes,flores e profusão de desejo, a pele é visgo de perfume e gosto.
Misterioso sono, insondáveis sonhos,enquanto o corpo visga um olhar de leão,rezando mantras de sol pra clarificar seu sorriso com gosto de café e pasta, de sono e zelo.
Desfila desejo,nua,pisa nos meus lençóis e molha meu riso de suas vontades. Arranca desejo entre uma mordida e outra e fevereiro abre os braços e as pernas para sua explosão. Risca planos para a noite,dorme o esquecimento de uma manhã.
Arrisca um coração de água e escova os dentes com uma beleza que tonteia ciganas e provoca orixás.
Nem búzios, nem novenas,é de tambor e suor, é carne de fevereiro cobrindo um coração escarlate, cru num susto de verão, em cortes vivos de memória.
É desfile,alegoria, fevereiro se abriu em cirandas ,maracatus, bailes,flores e profusão de desejo, a pele é visgo de perfume e gosto.
Misterioso sono, insondáveis sonhos,enquanto o corpo visga um olhar de leão,rezando mantras de sol pra clarificar seu sorriso com gosto de café e pasta, de sono e zelo.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Ela.
Eu fiz festa dentro dos meus olhos quando ela chegou.Estendi as mãos e abri os potes de café e de açúcar como se fosse fazer um rito ancestral, e talvez seja antigo esse querer bem que quer dar de comer,de beber.
Algumas estrelas cintilam nos nossos olhos e achamos numa ingenuidade doce que lá estão para ver as estrelas perfumadas que nosso suor emana. Mas estão naturalmente,como está meu tesão pela sua voz em sussurro anunciando o céu em verbos molhados. E nossas palavras são brincos,são saias de viscose e renda enfeitando a frescura azul de nossas vontades.
O mundo continua armado de lâmina,de tédio,de roupas sérias, nós seguimos nuas de razão e amantes de beijos,mordidas, carinhos e flores.
Algumas estrelas cintilam nos nossos olhos e achamos numa ingenuidade doce que lá estão para ver as estrelas perfumadas que nosso suor emana. Mas estão naturalmente,como está meu tesão pela sua voz em sussurro anunciando o céu em verbos molhados. E nossas palavras são brincos,são saias de viscose e renda enfeitando a frescura azul de nossas vontades.
O mundo continua armado de lâmina,de tédio,de roupas sérias, nós seguimos nuas de razão e amantes de beijos,mordidas, carinhos e flores.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Festa - por Adilma Secundo Alencar.
Dançam em pele
O passo anunciando desejo
Escorrendo desejo entre os dedos
Entre as coxas
Os olhares nus incendeiam de desejo os tímidos da sala de estar
Não fazem sala
Fazem festa
O passo anunciando desejo
Escorrendo desejo entre os dedos
Entre as coxas
Os olhares nus incendeiam de desejo os tímidos da sala de estar
Não fazem sala
Fazem festa
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
vaidade -por Adilma Secundo Alencar.
Quando lembro que podes não gostar de mim
Minha vaidade se entristece
De reluzente fica tímida.
Minha vaidade se entristece
De reluzente fica tímida.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
sereno.
Tua língua é metáfora enfiada no meu ouvido.
tua pele é desaguar ,enxurrada alagando instinto.
sina e canto de samba.
o sereno convidou Maria para dançar.
as pernas tão comoventes quanto os olhos
me conduziram por cadências nuas,nuinhas
fiando gosto de madrugada e terra
gemendo silêncio de marés
abri os olhos e Maria,nua como como meus olhos,
Maria me disse indecências e atou minhas mãos às dela, só com o olhar.
tua pele é desaguar ,enxurrada alagando instinto.
sina e canto de samba.
o sereno convidou Maria para dançar.
as pernas tão comoventes quanto os olhos
me conduziram por cadências nuas,nuinhas
fiando gosto de madrugada e terra
gemendo silêncio de marés
abri os olhos e Maria,nua como como meus olhos,
Maria me disse indecências e atou minhas mãos às dela, só com o olhar.
sábado, 19 de outubro de 2013
Plantação de nuvens alaranjadas.
Arranhões que suas unhas fizeram no céu da cidade
Pétalas lilases não são signos, são grandes olhos
Um prato forrado de gritos sem nome
Retalho da sua nudez
Ressaca de seu perfume
Pra te ver passar ensaiei esse silêncio de flores amarelas
Jardim, mãos e todas as dúvidas do mundo
Uma plantação de nuvens alaranjadas despindo minha calma
Esse luar prolonga seu corpo de ontem para amanhã.
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