sábado, 21 de janeiro de 2012

Corpo em brasa na tarde cinza, verbos imprecisos e palavras descrentes porque a política dos verbalismos sempre me abandona quando me perco na sensação esperta, ébria e quente. Atração do seu corpo e eu quase me dissolvendo na vontade de você porque não sei o que eu disse quase não sei lembrar o que você disse. Você não cabe na minha sintaxe, sua precisão é de signo , de pele, de paladar, de mordida . Porque por você eu criaria mentiras eróticas e intensas de noites acordadas e dia vermelho. Brilho de água no chão e a tarde cinza foi ficando quente na minha boca e seus desenhos povoando minhas vontades...e seu gosto abrindo espaço no meu desejo . Fome de você vai me enfraquecendo de palavras e em silêncio vou querendo seu corpo , seu calor, lábio e língua...quase não existe palavra pra dizer da confusão que você vai fazendo nos meus sentidos tão espertos quanto atônitos e nervosos. Haja chuva, chuva aja...ou não durmo. Preciso do seu corpo em pele , em silêncio, em brasa e em mim. Corpo e libido, língua e libido, lábio e libido...você, fome de você. Abandono a linguagem.

2 comentários:

  1. Esse é o texto??? Sugestivo,rsrsrsrs.

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  2. Fomes... Há tantas, tamanhas e diversas. Lindo texto, sempre gosto!

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